domingo, 15 de novembro de 2009

Pequeno Roteiro de Visita para a Bienal de Arquitetura em São Paulo - Ibirapuera











terça-feira, 17 de março de 2009

um vento nas idéias



os óbvios ululantes daqui não ululam como os de lá.
rs

sábado, 15 de novembro de 2008

As Cidades Invisíveis

Mundana Rosa sou eu mesma. Deixei de produzir imagens para pairar em devaneios sobre imagens de outros olhos. Agora lanço palavras que minhas não são, para imaginar cenas que outras bocas descrevem, produzir outros sonhos que agora são meus.

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AS CIDADES DELGADAS
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A cidade de Sofrônia é composta de duas meias cidades.
Na primeira, encontra-se a grande montanha-russa de ladeiras vertiginosas, o carrossel de raios formados por correntes, a roda-gigante com cabinas giratórias, o globo da morte com motociclistas de cabeça para baixo, a cúpula do circo com os trapézios amarrados no meio. A segunda meia cidade é de pedra e mármore e cimento, com o banco, as fábricas, os palácios, o matadouro, a escola e todo o resto. Uma das meias cidades é fixa, a outra é provisória e, quando termina a sua temporada, é desparafusada, desmontada e levada embora, transferida para os terrenos baldios de outra meia cidade.
Assim, todos os anos chega o dia em que os pedreiros destacam os frontões de mármore, desmoronam os muros de pedra, os pilares de cimento, desmontam o ministério, o monumento, as docas, a refinaria de petróleo, o hospital, carregam os guinchos para seguir de praça em praça o itinerário de todos os anos. Permanece a meia Sofrônia dos tiros-ao-alvo e dos carrosséis, com o grito suspenso do trenzinho da montanha-russa e ponta-cabeça, e começa-se a contar quantos meses, quantos dias se deverão esperar até que a caravana retorne e a vida inteira recomece.

Italo Calvino

segunda-feira, 16 de junho de 2008

L'Oratorio d'Aurélia

DE AURÉLIA THIERRÉE & VICTORIA THIERRÉE CHAPLIN


Espetáculo de imagens fugidias, que passam pelos sentidos do corpo e do pensamento e são guardadas ainda vivas no ventre da atriz. Imaginação sonora, fumegante, iluminada.
Vôos leves sobre a solidão que busca apanhar o tempo e faz dele sua melodia infinita; que busca num outro a completude do seu vazio e faz com ele o ritmo pleno de uma dança fugaz.
Tecidos que cobrem o dia, escondem mistérios e revelam deslizes. Vermelhos.
Sonhos de rendas que caem sobre os olhos e fazem subir a maré calma e translúcida de uma espuma branca e seca. Pesadelos.
O codidiano ao contrário mostra outros pontos de vista. (No palco há ao menos quinhentos deles.)
Regar as roupas secas no varal. Pôr os pés pelas mãos.
Na platéia os bonecos assistem à atriz que flutua.
Fragmentos. Aplausos. Desejos.
Se alguém te devora, toma tua linha, retoma teu ponto, te refaz.

Mundana Rosa

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Virada Cultural

Uma São Paulo virando em olhares...


Degustação - Receita de Samba

Dois bandolins, duas vozes que se encontram e desencontram numa melodia saborosa. Sons delicados, suaves e marcantes.
A uma boa dose de ritmo junte mais uma pitada de sintonia e deixe curtir.
Hamilton de Holanda e Danilo Brito, no Teatro Municipal de São Paulo, interpretando Jacob do Bandolim.

sábado, 29 de março de 2008

Gente

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.
De flor quando ri.
...
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade,
mas que a gente desaprende de ver.

Drummond

sábado, 1 de dezembro de 2007

Ê, Mambembe, ê!

Dizer desse grupo, dessas estórias que a gente construiu e viveu junto, desse tempo de criação, de sons, de causos e contos, de muita labuta e pesquisa, seriam dizeres. Mas de tudo, das pessoas que fizeram e que compartilharam o nosso mambembear, fica a força do instante, sempre, como se fosse agora. E, se não me engano, agora continua a ser...
É. Naquelas estórias que terminam e recomeçam, com novos personagens, novos enredos, novos lugares, e que na verdade não terminaram nunca, sempre à procura de si mesmas.
É necessário sair da ilha, pra poder ver a ilha.



































































































































sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Musicircus

















Espetáculo de bonecos de Catin Nardi, apresentado no beco da Rua Direita, Ouro Preto, 2005.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

HAI KAIS

Posso dizer que tenho fome.
Preguiça também, que não se há de negar coisas tão claras.

O silêncio é o reflexo da lua nas águas escuras de um rio cristalino.

Se alguma coisa eu entendi deste ofício, é uma.
Que o teatro está ali, se ali há os olhos de um só alguém.

Pia pinga, pinto pia, quanto mais o pinto pia, mais a pia pinga.


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